O texto de hoje é dedicado a todas a mulheres talentosas, criativas, inspiradoras, reais, as que ousaram sonhar e nos incentivam a fazer o mesmo todos os dias. E se você ainda não descobriu seu lugar no mundo, não tem problema, não!
Vem comigo que no caminho eu te explico!
Fiz faculdade de jornalismo aos 24 anos, a leitura e a escrita sempre me acompanharam, mas é engraçado como abandonamos nossos sonhos, nossas paixões, em detrimento de tão pouco, não é mesmo?
Esse post é para você que sonha grande, não o sonho da fama, ou do dinheiro, falo grande no sentido de arriscar fazer o que ama, dar vida a seus talentos! Eu acredito que nossos talentos sãos dons de Deus, algo que recebemos ao nascer e que se os trabalharmos gerarão frutos gigantescos, não somente em nós, mas naqueles que forem tocados por eles.
Quantos livros já me tocaram profundamente. E você? Qual leitura transformou sua vida? Escrever é um dom, uma habilidade, expressar em palavras sentimentos, transmitir conhecimento, dialogar. Eu voltei a escrever no ano passado, acho que nem foi uma escolha consciente. Algo me levou a isso, somos levados por nossos talentos. Como estou feliz!
Passei quase dez anos sem escrever uma linha sequer. Quanto tempo desperdicei achando que isso não me levaria a lugar algum, quando que escrever por si só já me levava tão longe. Afinal, a vida não é sobre isso? Sobre troca de talentos, de amor. Eu distribuo o meu e você o seu, num compartilhar contínuo de dons, tudo gerando significado, contentamento.
Hoje eu venho compartilhar o talento de Tara Mohr, autora do livro “Ouse Crescer, Encontre sua Voz e Deixe Sua Marca no Mundo”. Nos dias atuais, com as mídias digitais crescendo a cada dia, todos têm a oportunidade de deixar sua própria marca, basta descobrir a que veio, e encontrar essa voz.
A autora fala exatamente disso, dos sonhos que deixamos para trás, dos talentos que não ousamos trabalhar, simplesmente porque não ousamos crescer. Por medo, insegurança, por ouvir uma voz interna que nos diminui e nos faz pequenas.
Hoje falarei de um aspecto do livro que gerou em mim uma baita identificação. Escrevi um texto há anos atrás que expressa em palavras tudo o que li no livro. É uma pena que eu não consiga compartilhá-lo com vocês, pois não encontro o arquivo com o texto. Fica a promessa de que quando o encontrar o deixarei aqui disponível. Eu o escrevi em 2006, “As mulheres que existem dentro de mim” é o título que dei a ele, e foi escrito quando eu tinha 30 anos. Estava num momento crucial da vida, cheia de questões, todas elas envolvendo meu redescobrimento como mulher, meus dons, meus resgates.
E o livro fala exatamente dessas questões, e foi libertador saber que nunca estive sozinha.
A autora nos ensina que temos dentro de nós duas vozes; a da censora interior, e a da mentora interior. A censora interior é aquela voz que grita alto contigo, e quando tu ousas crescer em alguma esfera da sua vida, ela costuma levantar dúvidas sobre você, sobre sua capacidade, sobre seus talentos. Pense bem se já não passou por isso alguma vez. Tomou a decisão de se lançar em um projeto ousado, ou falar em público e lá vem a voz dizendo: “vão rir de você”, “você acha mesmo que o que tem a dizer é importante?”, “você ainda não está pronta”. Essa voz gera insegurança, infelicidade. “Ela se tornou o ruído de fundo com que vivemos”, diz a autora.
Eu já ouvi essa voz muitas vezes. Tara diz que quase sempre a voz vem acompanhada da imagem de alguém da sua vida: uma avó severa, sua mãe, aquela professora que te humilhou na frente dos colegas, aquela pessoa que sempre te critica. Tara nos ensina a lidar com essa voz. Você deve dizer simplesmente: Muito obrigada (Você pode até dar um nome a ela. Às vezes, você pode ouvir mais de uma voz) eu entendo que você está querendo me proteger, mas eu tenho tudo sob controle.
E você segue seu caminho.
Tara diz que muitas clientes dela já levantaram dúvidas à cerca de questões como: “mas e se não for a censora? Se for minha própria voz me dizendo que realmente não estou preparada para alçar voos tão grandes?” Ela explica que a nossa pensadora racional (mentora interior) na verdade se preocupa com o próximo passo, e descobre soluções para os problemas. Já a censora, não. Ela é repetitiva e sempre enxerga os piores cenários.
Analise bem quando estiver diante de grandes desafios, que envolvam maior visibilidade e crescimento, se você não ouvirá uma voz gritando “isso não é para você”. Fique muito atenta. Nesse momento você chamará a sua mentora interior, que nada mais é do que o seu eu mais profundo, sua própria voz interior, e perguntará a ela o que você deve fazer, como você deve conduzir o seu próximo passo e siga suas instruções. É como ouvir sua intuição… “Esta é a própria essência de ousar crescer; ter a visão de um eu mais autêntico, mais pleno e mais destemido, e transformar-se cada vez mais nessa pessoa, ser puxada por essa visão motivadora em vez de empurrada para alcançar marcos de sucesso”.
Não estou querendo dizer aqui que você deve se jogar sem preparo algum em projetos ousados. Estou dizendo que se você fez a sua parte, mas tem medo de se expor por conta de críticas e julgamentos de terceiros, reflita por alguns minutos; o seu trabalho tem que agradar primeiramente a você, depois tem que agradar a seu público-alvo e ponto final. É impossível agradar todo mundo! E se você receber críticas, tenha certeza de que isso não significa, de forma alguma, que não tenha talento e, sim, que alguém não tem simpatia pelo que você escreve, pinta, compõe e por aí vai. E tudo bem. O importante é você viver o seu propósito e fazer feliz aqueles que cruzarem seu caminho e se identificarem com o seu trabalho. Isso é o essencial. Jamais perca isso de vista. Ouça sua mentora interior, sua intuição, pois ela te levará muito longe.
Quando retomei esse projeto do Blog minha censora interior veio gritar em meu ouvido: “Mas de novo? O que você espera com isso?” Eu disse para ela não se preocupar porque eu estava muito feliz e que era isso que importava. Ela se calou e aqui estou. Essa é a minha voz, e se uma pessoa for tocada por ela, terá valido a pena.
Ouvi certa vez numa palestra, dada por uma coach de carreira que eu muito admiro, Bru Fioretti, inclusive foi ela que me falou sobre esse livro, que nem todo hobby precisa ser monetizado. Claro que não. Se você deseja escrever porque ama, se adora fotografia, se quer ser atriz, se faz origamis, “cresça e apareça”, mostre isso ao mundo. Se virar negócio, ok. Se não virar ao menos você viveu a experiência, se conectou com pessoas, ajudou alguém que se identificou com aquela mesma dor ou talento.
Para mim a vida é sobre isso e ponto final. Não nomeei a minha censora interior, convivo com ela diariamente, mas nos últimos tempos minha mentora tem me conduzido. Ela é uma mulher forte (falo de inteligência emocional e não de carregar o mundo nas costas) e muito original, alegre, ri alto, veste roupas confortáveis. Mora numa cidade pacata, mas perto de um grande centro. Ela escreve todos os dias e é muito feliz.

Ouse ser quem você é! Isso, por si só, já é a maior aventura que você ousará viver, “Encontre sua voz e deixe sua marca no mundo”.
Estamos juntas.